Pró caralho!
(teste para comprovar que não dizer absolutamente nada é um fantástico atractivo também na blogoesfera)
(devia receber um prémio.. a primeira pessoa a adaptar a linha editorial de uma televisão [pode ser qualquer um dos canais privados portugueses] para este nicho bastardo da Internet)
Hoje sinto-me febril. O tempo faz questão de avisar sempre que passa e por isso nunca acaba por passar inteiramente. E eu que espere, neste delírio letárgico de quem só quer o fim do dia para se poder render por inteiro ao nada. Não que se faça muito no trabalho. Mas há uma diferença entre o fazer nada e o sermos obrigados a fazer nada. Esperamos trabalhar e nada. E quando chegamos a casa para descansar, acabamos por não o fazer com o mesmo gozo porque o único cansaço que nos traça a diagonal é o derivado exactamente do NADA FAZER.
Tou tão farto de não fazer nada hoje que quero ir embora fazer nada à minha maneira.
Um imbróglio à mexicana. Esta foi a ideia que trespassou a perversidade corporizada nas mentes de alguns leitores. Permito-me corrigi-los. Este é o medley do mundo, um batido universal, um bacalhau com-todos ligeiramente achatado nos polos. A questão é que apenas os mexicanos têm a coragem de mostrar a vida tal e qual ela é. Este é o peso da tradição Inca e Azteca que lhes corre no sangue e que, nós, cidadãos do mundo preferimos achincalhar pela diferença que não compreendemos. É mais ou menos o mesmo preconceito que nos coloca persistentemente a considerar a distância entre o saco escrotal e o orifício que serve de escape a dois dos fluidos simbólicos das nossas necessidades físicas. Confuso?!? É que, de acordo com a BD da Lara Croft que sai todos os sábados no jornal desportivo Record, um provérbio que emanou do génio sul-americano (e que, por isso, mais facilmente se propagou para os países circundantes como a Venezuela) serve de verdade quase religiosa, dogmática aos povos que ali habitam. O profeta Emídio Rangelito, um sábio que viveu entre a pré-história e a história, disse "Se a tua vida é tomada de assalto por frequentes variações humorísticas e sentimentais, contrata actores de fraca qualidade e vende a novela à TVI". Ninguém percebeu o que ele quis dizer porque era uma frase que vinha uns séculos à frente do seu sentido.
Quero com isto dizer: se isto soar a novela mexicana, é porque provavelmente é uma novela mexicana.
Continuando.
Vestidos. Nunca antes as palavras haviam sonorizado enquanto a roupa lhe prendia os movimentos da alma. De certa forma, acabava por libertar-lhe as vontades da alma. Toni virou-se para ela. Ela? Ela tem nome. Toni encarou Consuela e perguntou-lhe:
- Que é isto que sinto?
Consuela, de lágrima contida no vértice do olho raiado, começou a falar:
- Toni.. Meu querido Toni, esta é uma longa história.. Não sei como te explic..
- Pára! Sê directa, mujer.. mulher, quero dizer.
- Ok.. Eu conto. Eu explico-te o que se passa nesse coração de melão. - começou a agora apelidada Consuela. - Há 10 anos atrás, numa noite de trovoada, fiquei presa no meio da floresta, assustada pelo rugir dos céus. E pelo meio do breu diabólico, chega a cavalo um homem nú (aquele do anúncio do whisky.. no rules, great scotch). Olhou para mim, puxou-me para o dorso do cavalo e fomos abrigar-nos numa gruta. Encontramos uma panela e com água da chuva e um pouco de musgo fizemos umas tripas à moda do Porto que nos alimentou sobremaneira. Fartos que estávamos daquele manjar, outras vontades nos sobrepuseram e fodemos tresloucadamente. Nove meses depois, tive um bem dotado e portentoso rapagão a que dei o nome de... de... Toni.
- O quê?!?
- Sim, Toni, tu és o meu filho!
- Mentirosa! Como posso ser eu teu filho se temos a mesma idade.
- Calma, meu filho, que te vou explicar. Tinha 19 anos na altura, não sabia nada da vida. E o mágico cavaleiro, depois de montar a égua da tua mãe, montou no cavalo e desapareceu na bruma. Dezanove anos, grávida e solteira. Imaginas o que isso era? O que isso implicava? Ocultei a situação dos meus pais e enrolei-me de imediato com o filho rico do casal rico que vivia na casa de aspecto rico ao nosso lado. Qualquer coisa como "Como te chamas e pimba".. Assim, poderia fingir que estava grávida dele e o choque seria melhor aceite pela família e sociedade. Esqueci-me era que o seu nome era Qusay Hussein, filho do temível senhor das armas químicas. O que aconteceu é que quando nasceste, possuías um falo muito comparável ao do teu verdadeiro pai. Qusay percebeu de imediato que do happy meal que guardava nos quadris não tinhas saído de certeza e pediu conselhos ao pai. Saddam e o seu amante, George Bush discutiram sobre horas e disseram a Qusay para relaxar que tratariam de tudo. Até aqui eu não sabia de nada. Casei-me como mandava a norma e vivíamos juntos há pouco tempo. Tu começaste a falar.. Ainda me lembro "Pipi.. Pipi..".. Tão engraçado que eras. Complicado era arranjar fraldas para isso tudo, mas eram tudo complicações que superava por amor a ti, meu filho. Acontece que no teu 1º aniversário, Saddam e o amante, como teus dignos avô e avô, decidiram dar uma grande festa em tua honra. Mas Saddam colocou anthrax nos amendoins e gás VX no fumo da discoteca, tudo isto aliado a um grandioso e maligno feitiço que matou os meus pais e me prendeu a este corpo. Mantenho a mesma figura dos meus vinte anos, mas tu, meu filho, como consequência, envelheces a um ritmo alucinante!
- Tu.. Isso não pode ser verdade.
- É, meu filho! Ouve-me até ao fim que vai fazer sentido. Nessa festa, todos morreram. Fiquei novamente só, ctg nos braços. Decidi dar-te para adopção para que te pudessem proteger. Eu fiquei presa neste corpo, a ver-te crescer desmesuradamente, a saber explodir em tamanho. Toni: tu só tens 6 anos!
- SEIS ANOS ?
- Seis anos num corpo escultural de 20 e poucos! E para quebrar o feitiço e tudo voltar ao normal curso da vida tenho de cumprir o contra-feitiço, uma espécie de antídoto da magia.
- E qual é?
- Resistir a tentação de que me tapes os buracos 20 vezes e não resistir outras 20.
- Mas essa história não faz sentido, Consuela..
- Chama-me mãe..
- Mãe.. Então, isto que sinto é..
- Sim, meu filho, é a puberdade! Nada de mais! É um complexo de Édipo! Queres comer a tua mãe.. Estranhamente, deves ser o único filho a levar isso a bom porto..
Toni sabe agora quem é.
Levantaram-se, Toni e Consuela, mãe e filho, e voltaram para a cama, para os afazeres que os tinha aproximado..
(ainda há dúvidas que isto é uma novela mexicana? querem que eu meta a Sofia Alves ao barulho?!?)
E entre palpitações dos sentidos e contracções do sentimento, Toni lá foi dando corda ao tempo para ver se os segundos se sobrepunham até ao dia seguinte. Queria que ela lhe explicasse o que sentia, que lhe construíssem em palavras aquele arrepio porque nunca tinha sido dado a essas bebedeiras da mente e uma ajuda veio a calhar.
Sol se pôs. Sol se ergueu e Toni avançou. Passo a passo, inseguro, como se a confiança no chão tivesse desaparecido para se caísse não ser apanhado de surpresa. Isto da assessoria sexual era um poço de perguntas, ele que sabia tão pouco da vida para lhes dar as devidas respostas.
Ela chegou e beijou-o maquinalmente, descendo as mãos para braguilha de Toni.
- Que é isto que estou a sentir ?
Ela olhou-o, surpreendida, e contornou a situação:
- Não é nada, não penses nisso. Faz o que te digo. Despe-te.
Toni não falou. Mas a sua boca libertou uma palavra estranha:
- NÃO.
Pausa para pensar. Quem é este Toni que Toni não reconhecia em si. Continuou a dar voz aos gritos da alma.
- Não. Até me responderes, não faço mais nada.
Ela observou-o, palpou-lhe a intenção e desceu o olhar ao chão, como se pensasse em privado. Falou-lhe:
- Então, senta-te! Isto deve demorar.
Isto de sentir é coisa nova para o Toni. O Toni nunca tinha sido dado a estes devaneios da alma. Nem sabia o que era a alma e muito menos que era dada a devaneios. Pensava Toni que estes só se faziam nas curvas e contra-curvas de contra-baixo contra as quais esbarrava os lábios em laivos lânguidos. E de um modo inesperado, ao corpo cobre aquela substância que de substância só tem essência e que acaba por ser só uma subessência do tempo que Toni ia contando. A lembrança dela despertava penugens em zonas que desconhecia no seu próprio corpo. E pior que isso, eram as palpitações que lhe aziavam o suco gástrico, prendiam o bom funcionar dos intestinos, transformavam o ar em golfadas de difícil inspiração.
Numa noite de sol quase morto, Toni falou com ela e pediu-lhe para que o elucidasse, que era aquilo que lhe atormentava o sonho:
- Não é nada! Não lhe dês atenção. Vamos..
E puxou-o para a cama e roubou-lhe o tempo e a roupa. Toni fez o que lhe competia, mas aquela inclinação de alma insistia em turvar-lhe a acção. Era um profissional, entenda-se. O seu desempenho foi o de um profissional. A acção que lhe era turvada era a do seu reconhecimento. Já não se sabia nos limites do seu corpo. Toni sente e é tão estranho sentir..
A esta pergunta respondeu Zézé Camarinha. Ah, e qualquer outro homem mais ou menos desesperado (ou informado)..
As obrigações laborais obrigam-me a levar com a dose diária da Praça da Alegria na RTP e é impossível não reparar nas pérolas da língua portuguesa que deambulam da direita para a esquerda em rodapé. E por isso, pela primeira vez em directo d'As Esdrúxulas para todo o mundo, o SMS do Estado para todos os leitores ainda embrunhados em sono.
Aqui vai..
P.Santos, Inglaterra: Um beijo para a Lena que morava R. Ana de castro Osório, n.3, 2º direito (Lisboa). Amo-te Muito.
Zé Duarte e Fátima, Suiça: Beijos para toda a família em Bustelo e Cadais (Armamar)
Estela, Zurique: Um beijinho com muito amor e cheio de saudades à minha família em cima da vila, especialmente aos meus pais.
Juca, Lamego: parabens ao programa e aos apresentadores . Viva o benfica.
Eva Sofia, Alemanaha: um beijo com muitas saudades para a minha querida avó. Beijos também para a feminina família em Areias. Amo-vos muito.
É por isto que Portugal não avança.. Passamos o horário laboral a mandar SMS de valor acrescido para os nossos parentes a 3000 km de distância (ou a escrever inanidades que não interessam a ninguém..)
Tenho dito.
Directamente da América para o nosso Portugal dos Pequeninos
Existem dúvidas ainda que a imbecilidade ataca em força lá para os lados do Tio Sam?!?
Dias passaram e Toni falou. Ela ouviu. Todos os dias, à mesma hora, ele despia-a e ela fazia-lhe o mesmo. Sentavam-se na cama e falavam. Intimidade de Patrice Chéreau Ele perdia muitas vezes o olhar nas curvas. Ela sabia-o. Ele falou. Ela interrompeu:
- Cala-te! Fode-me!
E Toni assim o fez. O trabalho tem destes imprevistos. Não lhe sentiu o gosto. O tempo não existiu, ou, pelo menos, ele não se recorda. Quais autómatos, cobriu e inundou. Nada mais. Silêncio no pós-coito, o som amplificado das notas a caírem na cama. Ela sai.
Toni dá o corpo ao manifesto. A assessoria sexual tem destas coisas. "É estranho", pensou "eu não estive lá, apenas o meu corpo! E o som do dinheiro doeu."
Toni transforma-se em mais uma vítima do Código do Trabalho e a sua assessoria sexual é violada pela flexibilização laboral. Para além de fazer, Toni começa a sentir.
O engate: essa instituição da noite portuguesa! Ao contrário do que as pessoas pensam, falhar um engate tem uma receita particular (com algumas variações, aceita-se). À partida qualquer um tem potencialidades para engatar, mas é muito fácil perdermo-nos em devaneios estético-linguísticos que nos fecham as portas em segundos.
A saber:
- a calça de ganga justa
- a camisola sem manga na companhia da calça de ganga justa
- o cabelo em forma de arame farpado, apontado à lua, sobrecarregado de gel em conjunto com a camisola sem manga na companhia da calça de ganga justa
- a aproximação directa no contexto do cabelo em forma de arame farpado, apontado à lua, sobrecarregado de gel em conjunto com a camisola sem manga na companhia da calça de ganga justa (ex.: "Pode ser ou tá difícil?" ou "És daquelas que fode logo quando curte?")
- a frase "És boa!" quando em conjunto com aproximação directa no contexto do cabelo em forma de arame farpado, apontado à lua, sobrecarregado de gel em conjunto com a camisola sem manga na companhia da calça de ganga justa (ex.: "Pode ser ou tá difícil?" ou "És daquelas que fode logo quando curte?")
Frases testadas em laboratório:
"És muito má actriz, mas muito boa atrás"
"Bela pernas, quando é que abrem?"
"O teu vestido combina com os meus lençóis"
"Bonito sapato.. Quer transar?" (frase transatlântica)
"Queres afagar o bicho?"
"Conheço uma gaja com uns lábios iguais aos teus.. É cá uma puta!!"
Tenho dito.
Isto sim, deve ser a oitava maravilha do mundo! Implica treino, dedicação, mas os resultados devem ser compensatórios. Porque equilibrar-se tudo numa mota, tê-la em movimento e conseguir ser original nas posições que se assumem enquanto o vento bate na cara, será um dos supra-sumos do sexo.
Enquanto não desenvolvem a capacidade para isso, experimentem pôr uma ventoinha no fundo da cama..
Toni fala. Nú, cara a cara. Descortina uma certa familiaridade em cada ruga, uma presença em cada curva. "É impressionante", pensa Toni, "Não conheço esta miúda de lado nenhum, mas o facto de estarmos nús impede qualquer tipo de defesa, é impossível mentir e não ser eu nestas condições".
E fala Toni. Sobre quem é, donde veio, o que quer, para onde vai, de como era puta e agora já não é, dos olhos dela e de como o mundo gira sempre no mesmo sentido.
Ela só ouve. Uma hora depois, levanta-se, veste-se e paga em dobro. Faz um pedido. "Quero que trabalhes só para mim. Amanhã volto."
Toni já não é gigolô. É assessor sexual.
Anúncio na caixa de cada computador com ligação à net
A utilização excessiva de chat's pode levar à perda de noção do eu e substituição por uma idealização.
Na net, sou eu e o mundo, sou quem quiser, quem me apetecer. Mas quem sou eu ao fim do dia, afinal?
Anúncio publicitário
Nescafezes
Um café de merda
Tenho dito.
Os manuais dos automóveis trazem instruções que a maioria da população não entende porque são dirigidas a doutorados na questão, mas esquecem-se do mais prático.
Sabemos como acondicionar as malas, como rebaixar os bancos, como rebater as costas, mas qualquer manual deveria trazer "Como se fode neste automóvel", com posições comprovadas em testdrive, situações reais para não termos ilusões de elaborar em Minis nem ficar aquém das possibilidades de um Monovolume só levando uma companheira quando caberiam facilmente lá cinco.
Pena que não existam construtores portugueses de carro, certamente eu era contratado como consultor..
Músico e compositar, cantor em part-time, o portuense Pedro Abrunhosa disse em início de carreira que a 8ª Maravilha do Mundo era foder na praia! Ora, isto não podia estar mais errado! E é fácil de perceber porquê..
Até à altura do acto da penetração em si, tudo decorre com normalidade: a escolha da pessoa, as dicas, os comes, etc (e só por si, já não seria sobrenatural se até aqui tudo se desenrola de modo mais ou menos comum)..
Os problemas:
1. Quando se pode dar uma na praia ?
De dia - terá de ser feito refundido numa duna, com a pressa de uma rapidinha (que tem as suas vantagens), mas muito dificilmente a céu aberto e com a amplitude de vista que uma praia pode proporcionar
De noite - encontrada uma praia deserta, será muito mais fácil fazê-lo a céu aberto
2. O que é preciso:
Uma companheira - (duh!)
Uma manta - poucas pessoas se lembram disto, mas imaginem o estrago que um grão de areia pode fazer em contacto com tão íntimas partes
4 coisas pesadas - para segurar os cantos da manta para que ela não vire a torto e a direito
Um tapa-vento - porque se a manto nos protege da areia que está sob os corpos, não protege da que vem a voar (e naturalmente em maiores quantidades)
Paciência - porque entra areia para os olhos, porque não se está confortável, porque o mar sobe sem darmos conta e já tamos a levar com ele na tromba, porque com tanta merda já é de manhã e as primeiras excursões de idosos estão a chegar.
3. O sacudir a areia
Há quem fume um cigarro, há quem beba um whisky, mas sacudir areia não me parece o melhor post-coitum existente..
Agora com tanta merda que se tem de tratar (mais valia preencher um impresso das finanças), como é que pode ser a 8ª Maravilha?
Esta é uma entrada vazia. Este é um blog. Uma entrada vazia num blog. Não é uma publicação literária, nem sequer escritos com objectivo de terem qualidade. É um weblog, que traduzido poderia muito bem querer dizer espaço para descarregar palavras. O sentido cada que o tire (e, acreditem, será complicado porque nem para mim que as escrevo fazem sentido).
Toni irá continuar a foder.
Bukowski italiano? Nem José Luís Peixoto, nem Saramago, nem Dante, nem Etxebarria, nem Luís Sepúlveda, nem Kundera, nem Rushdie, nem Karashtan, nem sequer os apóstolos.. Só eu, mesmo!
Toni tem uma mais que tudo. Acredita na complementaridade dos corpos e das almas. Por isso tem um harém. Enquanto a alma não arranja a sua cara-metade, vai treinando o encaixe com os corpos. Muitas são as mulheres com quem se envolve. De manhã, uma; à tarde, outra; de noite, nem as conta. É o harém do Toni. Mas Toni acredita que vai encontrar a sua mais que tudo. Quando se olhou ao espelho, gritou consigo próprio: "És uma puta, Toni! Tens de mudar!". A partir desse dia, tornou-se gigolô, um escort masculino, propriedade efémera para alguns corpos femininos desesperados com carteiras desafogadas. Toni já não é uma puta. Toni evoluiu. A vida corre-lhe sem sobressaltos, não fosse aquela bolsa de nada que guarda no lado esquerdo do peito.
Noite de ontem, Toni escolhe as Docas. As Docas são conhecidadas de sobremaneira. É tudo igual nas Docas. Os homens todos iguais, as mulheres todas iguais, os sítios todos iguais. Um palco expositório para fornadas e fornadas de "Descubra as diferenças". Um maço de Marlboro e 5 whiskies depois, arrancava com uma delas. Ruiva, olhos verdes, sardenta. Foram para um quarto de hotel e beijaram-se. Ele despiu-a. Ela despiu-o. Quando se aproximou, ela sussurou:
- Não te quero foder. Quero-te saber, só isso..
E sentaram-se nús na cama e ele começou..
- Eu sou o Toni e já não sou uma puta.
História real passada há já alguns anos. Eu, dois amigos e duas amigas numa noite de copos pela Inbicta (Puôô Puôô Puôôôôrrto!). De referir que era o único homem heterossexual nesta mixórdia de gente. A noite começa num café que, na minha inocência, só ao 10º minuto reparo estar carregado de bichonas e fufas. Até aqui, nada que não fosse suportável, desde que não começassem a arrastar a asa para o meu lado.
Parte-se do café em direcção à Ribeira, sempre acompanhados de uma garrafa de Absinto. Cubo. Esplanadas. Praça da Ribeira. Aniki Bobó. Álcool, muito álcool.
São 4h da manhã e regressamos a casa (um prédio em semi-construção, com uma loja no rés do chão e 5 andares carregados de portas falsas, alçapões e buracos por onde entravam jorros macabros de luz). No caminho encontramos uma puta:
- Têm um cigarro?
E nós arranjamos. Ao arrancarmos de novo, um amigo meu decide parar e perguntar-lhe:
- Queres ganza?
- Se quero? Claro.. Mas que tenho de fazer?
- Nada. Toma.
- Posso ficar com a ganza sem ter fazer nada?
- Sim.
De um modo envergonhado (estranho sentimento de quem se perdeu nesta vida), agradece..
- Obrigado. É que nunca recebi nada em que não tivesse de dar algo em troca.
Fiquei realmente sensibilizado.
A viagem continua, a pé. A 500m de casa, um Mercedes branco, tipo banheira, efectua uma travagem violenta na estrada ao nosso lado. Eram duas irmãs: a condutora, loira, boa nas horas, gira como há poucas e a outra, um peso morto, gorda, feia, morena, chungosa. Do nada surge esta pergunta:
- Querem ir comer alguma coisa?
Elas estavam claramente pior que nós. Mas como também não estávamos em pleno das nossas faculdades, aceitámos. E aí vamos nós, 7 pessoas num carro pelas ruas do Porto. Passamos à porta do JN e eis que a condutora decide que quer verter águas. Qual casa de banho qual quê? Pede educadamente que não satisfaçamos os nossos desejos sexuais naquela situação e que olhemos na direcção oposta. Naquela porta de prédio, o seu território está marcado.
A história das duas: a condutora, Mafalda, 22 anos, ia-se casar 15 dias depois com um Quinel (e não é Joaquim Manuel, é mesmo Quinel) porque ele arranjava erva da boa; a irmã, sem-nome, 18 anos, estava grávida de um caralho voador qualquer ao qual não se cansava de ligar.
Vamos pela Marginal em direcção à Foz na procura de um local para comer. Na Ponte das Luzes (chamar-se-à assim?), a condutora larga o volante com o carro em movimento e vira-se para a irmã a chamar-lhe puta, que pare de ligar para o gajo que a engravidou e lutam ferozmente pelo telemóvel, que ela, Mafalda condutora, queria arremessar janela fora. Escusado será dizer: o carro começa a guinar até bater nos rails.
Sai toda a gente do carro e o carro (relembro que era branco) estava agora com uma faixa entre as rodas da frente e traseira de ferrugem.
Desculpa da Mafalda: "Enquanto estivermos a dizer ao pai que esta puta tá grávida, ele nem nota no carro.."
Ok, justificação aceite e continua a viagem.
Chegada ao local do repasto, cave refundida, a meia luz, de cariz duvidoso. Mafalda anuncia que paga tudo. Ninguém reclama. Mesas de madeira, com tampo de vidro e daquelas cenas individuais de vime para por pratos.
Pede-se o que se quer comer. São 5h30 da manhã. Às 5h40 a fome e a impaciência chocam e Mafalda, ainda em discussão insultuosa com a irmã, pega nos talheres e começa a furar o vime (e consequentemente a foder o vidro).
Aproxima-se um empregado que lhe pede encarnecidamente que pare com aquilo ao que ela responde:
"Quero comer! E como sou eu aqui que pago, PARTO ESTA MERDA TODA SE ME APETECER!" (enquanto a voz subia, a intensidade dos golpes na mesa também). O emprego desistiu.
7h da manhã entramos todos no carro. Ainda existe um convite para irmos todos dormir para casa dela, mas o facto de os pais estarem lá inibiu-nos.
No dia seguinte, a questão: "A noite de ontem aconteceu mesmo?"
Toni tem um harém. É o harém do Toni. No seu harém, Toni tem um pouco de tudo: mulher, rapariga, miúda e gaja para toda a hora que Toni quiser. Ninguém entende muito bem o que elas vêm no Toni. Nem o Toni entende isso bem, mas que importa? Elas rodeiam o Toni como os animais com cio cerceiam o objecto de satisfação. E Toni satisfaz. 22 cm de satisfação, onde, como e quando elas quiserem. De vez em quando, enquanto acorda do seu sono pesado, Toni encontra a cama vazia e uma nota na cómoda. O harém de Toni tem destas coisas, súbitos esvaziamentos. Toni pega na nota e sai para beber uma cerveja. O harém volta a encher-se e Toni satisfaz todas como pode. Depois de alguns meses em deambulação pelos quatro cantos do seu harém, Toni acorda a meio da noite. A garganta seca, com sabor a mulheres (tantas que nem sabe quem é quem). Acelera passo, solto, nervoso miudinho em direcção à casa de banho. Num minuto não existe harém, só Toni. Bebe àgua, sorve-a às golfadas. Olha para o espelho e não está lá. Perde o sorriso enquanto murmura: "Toni, és uma puta!"
Uma linha de silêncio por um homem que perde a vida porque a deu a tanta gente..
Ele e ela. Um discoteca como outra qualquer. Um copo. Outro copo. Um cigarro. Uma vontade a que se junta um olhar. Não são necessárias palavras. Ela arranca pelas traseiras e ele segue-a. Entre rasgões começam a conhecer-se.
O diálogo..
Ela - Vem para este canto.
Ele - Ok.
Ela (enquanto se abaixa) - Como te chamas? *slurp* *slurp* *slurp*
Ele (visivelmente não habituado a este tipo de situações) - Francisco.. Hmm..! Chamo-me Francisco.
Ela - Gosto de saber quem me fode.
.
.
.
.
Ela - *slurp* *slurp* *slurp* Fode-me por trás.
Ele (ajudando-a a virar-se, enquanto lhe sobe a saia; não tinha roupa interior)
.
.
.
.
Ele - Estou-me a vir!
Ela (enquanto geme em sonoros gritos) - Vem-te em mim.
Ele - Aaargh! (badalo a meio caminho, meio dentro meio fora)
Ela (enquanto vê o néctar a escorrer-lhe pelas pernas e se começa a vestir) - Eu chamo-me Susana
Ele vira costas. Ela olha para cima.
A foto-reportagem abaixo

Recorte extraído da revista Maria:
"Sou o M. de Oleiros e há seis anos que só fodo a minha mulher, de quem gosto muito. Disseram-me que sou monogâmico. Fiquei preocupado e pergunto-lhe se existe algum tipo de pomada ou comprimido que resolva o problema."
Resposta
"Querido leitor,
A monogamia não é uma doença. É uma coisa que os golfinhos fazem. Cientistas do Zimbabwe descobriram que isso está directamente associado ao consumo de peixe. Coma mais vegetais e carne vermelha.
Atenciosamente,
Drª. Carla Vanessa (licenciada em problemas sentimentais, mestrada em DST's e doutorada em respostas imbecis a perguntas ainda mais imbecis, actualmente lecciona em quase todas as universidades do país)"
Isto é sabedoria, não ?
Batidas africanas.. Ritmos subsarianos.. E o mesmo refrão susceptível a personalizações..
Pilom Pilom..
Tenho dito!
"Vai-te foder, foi o que ela disse.. Diz ao teu pai para se ir foder, foi o que ela disse"..
Já não me lembro como se chamava o filme, mas a ideia era mais ou menos esta.. Viva a produção portuguesa.
Os opostos atraem-se e andam de mãos dadas. É fácil confundirmos o que sentimos porque na realidade todos os opostos são duas faces de uma mesma moeda. Há quem goste de caras. Há quem goste de coroas. Há quem pense que a cara precisa da coroa como a coroa precisa da cara. E há quem prefira as notas, mas também essas têm duas faces. A isto se chama bidimensionalidade emocional.
Mas este é um mundo tridimensional. Altura, largura e profundidade. Ocorre-me agora. Existe um terceiro ângulo quando falamos de opostos? Um oposto que se opõem a qualquer oposição de opostos? Confusão.
Problema da semana: gosto muito muito muito do meu cão.. e decido rapar-lhe o pêlo.. Ainda gosto do meu cão?
A primeira parte disseram-me quando era criança e aí deixa-se de ser criança para nunca mais voltar.. Foi isto que nunca contaram ao Robin Williams e por isso ele pode ir lá aquela merda do Never Never Never Ever Never Ever Land onde as cenas são exactamente como a sonhamos.. Fazem um filme desses para ainda se acreditar, mas no momento em que se sabe que o Pai Natal não existe, que velhos gordos de barba branca existem muitos, mas nenhum cabe na chaminé, é o dia em que o miúdo do bairro de lata descobre que nunca será astronauta porque vai ser preso por catar um beto qualquer, é o dia em que nos transformamos em pão que acabou de ser descongelado e nos desfazemos ao toque da saliva..
A segunda parte descobri por mim..
Dúvida existencial da madrugada: somos nós que passamos pelo tempo ou o tempo por nós? Se ficarmos quietos e calados num canto, não teremos boas hipóteses de ser esquecidos e viver eternamente? Porque se as drogas (por exemplo, como existem outras actividades..) nos põe mais alguns anos no lombo e o sexo (era o que dizia num livro qualquer) nos rejuvesnece (é, faz bem às rugas..).. Não dará para fazer mais de cada uma delas até ao ponto em que desejamos ficar? "Hoje quero envelhecer.." e pimba, coca pó sistema.. No dia seguinte.. "Quando era mais novo aguentava melhor a ressaca.." Zimba zimba zimba e a barriga da cerveja desaparece voltando os bíceps, tríceps e derivados que fizeram furor..
Era tudo mais simples.. Eu já sei o que vou fazer quando estiver às portas da morte.. E no entretanto, acho que se deve ir praticando aquela que mais nos apraz..
Enfim, já me perdi..
O que eu queria realmente saber era se somos nós que passamos pelo tempo ou ele por nós..
Se alguém nos roubar o coração com que ficamos para dar?
Se alguém o tirar sem pedir licença e não nos devolver, que fazemos? Perseguimos o nosso coração ou aprendemos a viver sem ele ?
Até porque existe sempre o fígado..
No entanto, ao fígado não ligamos..
É tudo coração coração coração! Coração para aqui! Coração para ali! Coração para acolá!
Como as acções do Sporting, parece-me um órgão em sobre valorização!
Enfim..
Talvez seja realmente importante..
Ou talvez não..
O que é uma ilusão? Um sonho utópico? Uma realidade impossível? A crença de alguém numa mentira?
Quando desiludimos alguém, isso quer dizer que a iludimos a priori? Que pintamos o céu a fogo quando a nossa vista não consegue ultrapassar o nevoeiro?
É mau desiludir porque significa que não correspondemos às expectativas? Ou será bom porque mostramos que a concretização dos sonhos passa por ter um pé na terra e outro no ar?
Não sei.. Alguém me esclareça..
Nunca imaginei que arder custasse tanto.. Qualquer um já se queimou numa mão, num braço ou em qualquer outra parte do corpo.. Mas há uma diferença! Há um queimar (com um cigarro por exemplo), mesmo que este seja intencional (no sentido de tortura), e o arder! O arder subjuga o físico para consumir a alma. No arder não há como a chama acabar, não há como afastar a zona queimada, não há como passar por água para,de imediato, as chamas se extinguirem. No arder há o cheiro a carne humana, há desejos últimos que ficam obviamente por realizar, há pensamentos macabros que nos trespassam o nervo óptico em diagonal ("Isto com um pouco de sal e uma folha de louro até se comia").. no arder há tanta coisa cuja importância literalmente se esfuma..
Há ainda um outro pormenor. Primeiro queima, depois o corpo adormece, morre, e somos só ideias e conceitos em chamas até que a nossa memória se apaga..
Foi um sonho muito realista..
Decidi por isso contribuir para uma das Contas de ajuda a quem tudo perdeu nos incêndios.. Houve quem tivesse sentido isto e não tivesse voltado para contar e consciencializar as pessoas..
(ai, que moralista que estou hoje.. mas não há como evitar)..
Hoje é um daqueles dias que não sei que dizer, que fazer, que pensar, que agir.. Se se pudessem tirar folgas de viver, hoje seria o dia idealp porque, sinceramente, estou com uma pedra de sono que até respirar implica um esforço hercúleo. E usando o pouco que sei de psicologia, hoje As Esdrúxulas vão partilhar o seu imenso saber sobre aquilo que Maslow (será que é assim que se escreve?) chamou de necessidades básicas do ser humano.. Até porque segundo o mesmo (e não podia estar mais de acordo), é preciso satisfazer essas necessidades elementares para depois conseguirmos construir a tal casa na árvore com agrafos e cabeças de fósforos (porque fazê-lo com fome ainda é mais complicado, não?).
Comecemos pelo que são as necessidades básicas..
Comer, beber, dormir e as necessidades fisiológicas.
Estas são as cenas básicas sem as quais não conseguimos sobreviver,não é verdade ? Sem comer, beber ou dormir, morremos.. Sem as necessidades fisiológicas, ou somos muito infelizes, ou explodimos num manto de fezes e urina digno dos mais obscuros fetiches.
E foder? É uma necessidade fisiológica? Há quem diga que sim (eu e mais 99% da população mundial) e há quem diga que não (não concordo, mas respeito). Morremos se não fodermos? Não faço a mínima ideia, mas também não vou ser eu que vou testar se isso é verdade ou não, porque se tiver certeza, perco o batimento cardíaco para festejar/lamentar (consoante a bebedeira) essa nova Verdade. Como diria uma mãe a uma filha inexperiente, quando confrontada com o amor platónico do seu noivo, "Amor platónico? Olha, pelo sim pelo não, lava bem o olho do cú.."
Enfim, voltando ao tema que aqui me guia.. Por uma questão de proporcionalidade, deve ser mais fácil aos 99% de fãs da actividade sexual convencer o 1% que ainda tem dúvidas.. E por isso aqui ficam algumas dicas de como misturar o foder com as outras necessidades para que umas e outras se confundam e toda a gente aceite fazer tudo.. (todas elas muito subtis e 100% eficazes, garantia do SexFiend)
Comer - "Tens fome? Podia-te comer as bordas, que tal?"
"Queres ir comer uma bucha? Se quiseres, eu é que te estrebucho essa cona.."
"Um gelado? Podes provar o meu calipo especial.. ao contrário do outro vai crescendo à medida que o chupas.."
Beber - "Tomas alguma coisa? Podemos ir pó meu quarto que eu deixo-te dar uns goles na minha long drink.."
"Não temos que morrer os dois neste sol abrasador.. Salva-te tu.. Entre as minhas pernas está o gargalo que se sugares bem dar-te-à um líquido que te permite sobreviver.. Toma-o até à última gota para aguentares bem!
(dps de se vir na cara dela) "Querias que manchasse os lençóis, não?"
Dormir - "Também estou cansado. Baza dormir.. Já agora, em tua casa ou na minha?"
"Tens sono pesado? Ainda bem porque eu dou um estrilho brutal a enfiar-te o mangalho durante o sono."
"Acho te bué linda.. Vem dormir comigo.. É que a tua cara combina com os meus quadris e os teus olhos com os meus pintelhos.."
E só mais um extra..
Cagar - "Gostas de cagar, não gostas? Não te preocupes que é mais ou menos o mesmo.."
E pronto, tenho dito..
Para a Murmur: acreditas sinceramente no que disseste? É fantástico como na blogosfera, toda a gente é psicóloga e saca perfis psicológicos em 3 segundos, mas também caguei para isso..
Querer ser rebelde? Bem visto.. Mas se a carapuça não te enfiasse, talvez deixavas-me a sós com a minha rebeldia..
Que as mulheres querem ser compreendidas já toda a gente percebeu.. O que eu acho é que vocês nem se entendem a vocês próprias..
Frase que ouvi qd tinha 13 anos - As mulheres são o pior bicho do mato. Esfaqueiam pelas costas até a própria mãe se quiserem comer o pai..
Compreendes que isso me tenha condicionado o crescimento mental nesta área.. Se não compreendes, olha foda-se !
Mas já agora, be gentle and kind e explica à audiência COMO ENTENDER UMA MULHER..
Qual é a vantagem de ter orgasmos múltiplos se depois fingem?
Se um gajo se vem depressa é precoce..
Se aguenta, despacha-te lá com isso (seguido de gritos a lá canal VIVIR)..
Se fode, só pensas nisso..
Se não, tenho a rata aos saltos..
Se é porreiro, não demonstra que gosta..
Se despreza, é um cabrão..
Ser homem é preso por ter cão e por não ter..
As mulheres sabem lá o que querem.. E depois querem que nós adivinhemos! Ora foda-se!
Tenho dito..
Uma fervorosa adepta das Esdrúxulas fez um pedido solene: que se falasse dessa obra quase perfeita desenhada pelo mais sublime dos designers.. Parece que não, mas estou realmente a falar da Mulher.
Esclareçamos já algumas coisas à partida..
Falar de Mulheres é como falar de física quântica: podemos fingir que percebemos, mas na verdade não vemos um palmo à frente dos olhos.. Por isso que existir alguma coisa que eu diga em tom de verdade suprema, é provavelmente um produto da minha imaginação às 10h da manhã (coisa que não pode ser saudável)..
Tentar perceber as Mulheres é como provar a existência de Deus.. Não se prova! Ou se acredita que é de determinada forma, ou não! E é esta premissa que vai originar os diversos tipos de atitude masculina para com a mulher..
E para começar a conversa sobre mulheres, vou recorrer a outro Weblog.. O fantástico Vaquedo publicou hoje um texto fenomenal sobre os cús e a súbita vontade masculina de os foder (a que se contrapõe a renitência de quem os possui)..
Ora eu não podia estar mais de acordo.. O Homem (muito geralmente falando) tem uma tendência de querer enfiar-se em qualquer tipo de buraco. Mas desengana-te Vaca se é só atrás de buraco que vamos atrás! Tudo vem num pacote físico e psicológico que não podemos evitar.. Por isso tomamos tudo em conta! De que nos adianta uma Claudia Shiffer sôfrega de levar na peida se ela está de diarreia? De que serve uma Linda Evangelista com vontade de pôr alguma coisa na boca se sofre de espasmos que a força a fechar os maxilares à força toda? De nada!
Não posso é, querida Vaquinha, concordar contigo quando dizes que os Homens põe as cenas de modo a tornar a actividade masculina da foda uma salvação para conas em apuros. O desejo (como eu o vejo) é como os anjos, não tem sexo, dá para os 2 lados.. Por isso não te refiras à cena que se de um frete se tratasse porque se assim for tens muito bom remédio: fechas a boca, as pernas e as nalgas e fazes a tua pequena mudança no mundo :) É assim que começam as revoluções..
E um cú não é só um cú.. É isso que distingue a Palmira da Padaria da Joaquina da Biblioteca..
Vou deixar uma questão em aberto, para homens e mulheres.. Feel free to comment..
Não vou perguntar o generalista "O que é que as mulheres querem?" (será que elas sabem isso sequer?).. Vou ser mais concreto..
O que é que as mulheres querem?
Mandem as vossas bocas..
Ontem, enquanto deambulava pelo mais famoso Weblog português na net (desenganem-se aqueles que pensam que é o do Pacheco Pereira).. Vagueava pel' "O meu pipi" e pelas suas dissertações sobre a existência humana, quando me deparei pelo (muito movimentado) espaço para comentários que mais parece um chat em diferido..
E nos imensos posts de qualidade inegável (porque o Pipi faz-nos realmente pensar) estava a verdadeira mulher sexualmente liberal e emancipada e que se auto-apelidava de A Cona é Minha..
Até aqui tudo mais ou menos normal..
Que a Cona é dela, acho que ninguém o negará.. Ou talvez ela o faça (ela lá sabe o que faz com ela).. Mas levou-me realmente a pensar nas Conas do nosso país e concluí que elas se podem dividir em categorias..
A Cona Beta - Muito frequente na zona de Cascais (no Sul) e da Foz do Douro (no Norte), a Cona Beta gosta de ambientes selectos. Só se acomoda em lingerie de marca, um fio dental de seda para deixar as bordas envolvidas no mais suave toque. A olho nú, a Cona Beta prima pelo seu aspecto cuidado. Pintelhos com madeixas feitas em cabeleireiro, escovados e a exalar perfume de água de rosas e de risca ao lado, sem um pelo a mais nem a menos. Se olharmos mais atentamente, os lábios exteriores superiorizam-se aos interiores de um modo formal, sexualmente correcto, com uma simetria invejável. Afastando os ditos cujos para o lado, o clitóris salta atrevido como se testando a prontidão do nosso zarolho em lhe satisfazer a curiosidade.
A Cona Nu-Metal - Esta corre todos os festivais de Verão. No entanto, não deixem que o aspecto da sua proprietária vos afugente. Apesar do aspecto de quem não toma banho à alguns anos, a Cona Nu-Metal mistura o desleixo do vivre au-naturel e a sensualidade tipicamente feminina. Debaixo da roupa larga para esconder um ou outro quilito a mais na barriga, os quadris escondem uma preciosidade magistralmente disfarçada por tanta qualidade de roupa. Se a Beta prefere o fio dental, a Cona Nu-Metal dá preferência aos boxers que lhe acomodem toda a zona. Para a Cona Nu-Metal, tudo naquela zona é precioso e por isso deve ser retido num mesmo compartimento. A olho nu, uma lufada de vento provocou uma rebelião nos pelos púbicos, num despenteado naturalmente provocado. Mas se olharmos de perto, vamos reparar que as bordas são também elas habitadas por alguns pêlos (que mais tarde vão se tornar bastante incomodativos, acreditem). Lá dentro, um tom perfeito de rosa, aquele que percorre os sonhos mais tórridos dos homens ou das mulheres para aí viradas. E a pièce de resistance: com sorte, encontramos um piercing a indicar-nos a porta de entrada.
A Cona Dançante - Sem dúvida, a minha preferida! Não tem problemas em se acomodar num fio dental ou nuns boxers porque tudo lhe assenta bem. É como uma mulher verdadeiramente bonita: não existe nada que lhe ofusque a beleza. A Cona Dançante vem em diversos pacotes. Normalmente pertencente às amantes da dança, pode vir anunciada por um matagal ou completamente rapada como se de uma miúda de 3 anos se tratasse. E é seeeempre bela! A olho nú, veremos que os lábios interiores se esgueiram por entre as bordas, numa atitude sôfrega de quem quer ser preenchida. Outra das características da Cona Dançante é a forma como, enquanto na actividade da dança, praticamente BERRA para que nós a tomemos. A sua dona sabe o que possui e dela tira o maior proveito. A olho nu, a Cona Dançante pode ser penteada ou despenteada, cuidada ou descuidada, farfalhuda ou rapada, mas é sempre convidativa. Se olharmos atentamente (e isto depende da proprietária), facilmente somos incentivados a experimentar outros pratos ali na região.
A Cona Hippie - é uma desilusão. Por baixo da atitude sensual das hippies, o que vem é desilusão. Uma completa desorganização, um desleixo enfiado numas cuecas de gola alta, num matagal provavelmente habitado por uma chusma de piolhos púbicos provenientes de todo o mangalho duvidoso onde encontrou poiso. A olho nú, a Cona Hippie não atrai (a não ser que exista um fetiche com trilhos naturais entre o umbigo, os quadris, virilhas e com continuação para as pernas). E ao perto muito menos, porque não se distingue muito bem o que é que entra aonde, tal é a cortina visual e olfativa que nos impede de avançar. A Cona Hippie merece melhor tratamento, meninas. Para já, é melhor guardarem a vossa libido dentro das vossas roupas trançalhocas até se saberem respeitar.
O Verão é bom porque elas vestem-se menos..
O Verão é mau porque suamos que nem porcos..
O Verão é bom porque consegue-se conduzir em Lisboa..
O Verão é mau porque torna-se impossível dormir..
O Verão é bom porque é tempo de férias..
O Verão é mau porque estou a trabalhar..
O Verão é bom porque as noites são intermináveis..
O Verão é mau porque para acordar de manhã no dia seguinte.. ai ai..
O Verão é bom porque elas vestem-se menos (esta merece ser repetida)
O Verão é mau porque os insectos apaixonam-se por nós..
O Verão é bom porque algumas delas não vestem quase nada mesmo..
O Verão é mau porque não tenho ar condicionado no carro..
O Verão é bom porque os corpos encaixam melhor..
O Verão é mau porque perdemos a desculpa do "Chega pra cá, tenho frio.."
O Verão é bom porque podemos inventar outra desculpa qualquer..
O Verão é mau porque algumas usam fato de banho..
O Verão é bom porque outras usam fio dental..
O Verão é mau porque as mulheres (e homens) feias também se despem..
O Verão é bom porque são mais as mulheres bonitas que se desnudam..
O Verão é mau porque toda a gente se lembra de ir à praia no mesmo dia..
O Verão é bom porque é Verão.
O Verão é mau porque é Verão.
P.S.: Já vos disse que elas no Verão vestem menos.. é como a cenoura.. faz mesmo bem à vista..
Fui tomar café com o meu amigo imaginário.. As pessoas que estavam à volta da mesa é que estranharam o facto que estar a falar sozinho, mas que querem elas ? Era o MEU amigo imaginário.. Isso quer dizer que só eu o via, não? Duh!
De qualquer das formas, todo o café foi atravessado por uma súbita necessidade de libertarem o espaço em torno da mesa central.. E eu que só parecia um daqueles novos empresários a falarem para o auricular do telemóvel de última geração..
Começamos a falar (ou melhor, comecei eu)...
Eu - Então, por aqui ?
Ele - Claro! Nem sabes o que se tem passado..
Eu - Mas aposto que me vais contar, não?
Ele - Claro que sim.. É por isso que vim.. (silêncio).. Lembras-te daquela gaja que te falei, amiga da Rita?
Corei um pouco.. Tinha saído na 6ª com a Rita e com os copos a sucederem-se uns aos outros, não me lembro de metade na noite.. Acordei em casa, de boxers, em cima da minha casa.. Mas ainda não tinha tido coragem de ligar a ninguém a perguntar o que se tinha passado..
Eu - Sim, que tem ela ?
Ele - Comi-a, pah!! Na 6ª, fomos dar um giro.. Um copo puxa outro que puxa o à-vontade.. Quando demos conta já estavamos na disco bem agarradinhos no que seria um prelúdio para uma noite bem caliente..
Eu - Tás a brincar, não?
Ele - Népia! Estou-te a falar a sério.. Fomos tomar café eu, ela e mais algumas pessoas.. Ali ao Adamastor, tás a ver? Junto à Bica..
Eu - Continua..
Ele - E saímos dali para o Bairro. Estivemos a girar por tudo que é tasca.. Mesh Café, Capela, Arroz Doce, Clandestino.. Onde havia copos, paravamos para emborcar um e dar duas de treta..
Dejà vú.. A vida tem destas coisas..
Eu - E depois ?
Ele - Depois saímos do Sul.. Foi a última paragem porque conheço lá um gajo que nos pagou um shot.. Ganda bomba! A partir daí tudo ficou mais turvo, mais torneado..
Faço sinal para que continue. Suo nervosamente.
Ele - Atraquei-me a ela.. E ela a mim.. Servímos de apoio enquanto desciamos a Rua do Alecrim.. Quando dei conta fizemos um desvio por um daqueles pátios interiores junto ao Cais do Sodré.. Ela agarrou-se-me ao caralho e não o largou até lhe descarregar uma carga dentro.
Tremi.
Ele - Mas vê lá tu.. Como se isso não chegasse, fomos para o O2, dancemos uma hora.. A gaja sabia como puxar por mim.. E sabia que a partir de X ponto não dava para aguentar mais.. Demos uma desculpa qualquer e saímos a voar..
Não queria saber mais.
Ele - Metemo-nos num táxi e fomos para minha casa.. E digo-te pah! ELA É DOIDA! Meti-lho em todo o lado, chafurdei-lhe em todos os buracos.. Devemos ter ficado a foder umas 3horas seguidas.. Até a merda dos vizinhos de cima começaram a pedir pouco barulho.. Mas não podiamos estar mais cagarmo-nos para eles! Fodemos que nem martas! Pintei-lhe os interiores de branco.. Três vezes na cona, duas na boca e uma no cú.. Foi uma chafurdice!
Eu - E depois ?
Engolia em seco.
Ele - Depois aterramos depois de uma das fodas e quando acordei ela já lá não estava.. Ainda não falamos depois disso..
Pisquei os olhos e ele desapareceu. Achei que era altura de ligar à Rita.
Moi mème vai atentar hoje a um iinncccrrrríííííííível record!
8 horas de trabalho no lombo..
Um carro sem ar condicionado..
Temperaturas acimas dos 30ºC
Uma viagem de 400 km..
A companhia de uma gaja com SPM..
TUDO MISTURADO!!
É verdade.. Viagem Lx/Gmr a partir das 18:00 !!
Não percam, numa câmara de trânsito da SIC Notícias perto de si..
Durante séculos e séculos, o Homem só conseguiu inventar coisas como a roda e o fogo, algo que tomamos como garantido nos dias que correm.. E sem dúvida que os últimos séculos foram profícuos na invenção de novos e engenhosos utensílios que nos têm vindo a facilitar cada vez mais a vida: a electricidade, o automóvel, a informática, a medicina preventiva.. Na minha opinião (com os devidos pontos negativos), todas estas invenções foram criadas para nos facilitarem a vida, não é verdade ? Demoramos 3h para ir do Porto a Lisboa, conseguimos aceder a um computador na china, a noite vira dia de acordo com a nossa vontade.. Temos a vida muito mais facilitada!
Mas se há um invento que não entendo é o ponto G? O que é? Onde está? Realidade ou ficção? Será a procura do ponto G uma caça aos gambusinos ou um processo metódico ao alcance de uma minoria com capacidades inatas ?
AS ESDRÚXULAS foram tentar saber mais sobre este fenómeno..
No filme South Park, o Chef, quando interrogado pelo Stan acerca do que as mulheres querem, sobre o que é preciso para lhes agradar, respondeu sabiamente..
"You have to find the clitoris.."
Podemos certamente evoluir.. Com o clitóris já todos acertamos e neste século XXI o desafio para os homens é o outro.. The G spot aka ponto G!!
Diz a ciência que estudos feitos indicam que se encontra na parede superior da cona, 13 cm em profundidade (isto é uma média.. DO NOT TRY THIS AT HOME)..
Uma pequena rugosidade dizem eles..
Mas ele existe mesmo ?
Fomos à rua (qual repórter da Praça da Alegria) interrogar os entendidos. Ficam aqui as suas opiniões..
Zézé Camarinha - Ponto G? Qual ponto G, caralho ? Eu quero é que elas se fodam! Elas precisam é de um homem que seja duro com elas, que as ignore! Se elas têm um ponto G, elas que se fodam. Se não, que se fodam à mesma.. Ou melhor, eu fodo-as de qualquer das formas.. Porque eu as detesto..
Rui Unas - Eu estive lá! Eeeeu estive lá!! E se tu quiseres também podes estar.. Ponto G! Quatro assoalhadas! Ponto G! Manda os teus dados pessoais para Rua dos Fodilhões, nº30, Rabetas de Baixo, acompanhado de fotografias nuas da tua namorada para eu lhe marcar o ponto G..
oMeuPipi - Oh pah! Ia eu a passear o cão na rua com uma comichão do caralho na tomatada quando me salta a frente uma daquelas romenas com vontade de conhecer a qualidade dos madeiros latinos! E o Pipi não é de recusar convites desses, não é? Levei-a para o hall de entrada do meu prédio, arreganhei-lhe as nalgas e sem pedir licença, zumba, desentupi-lhe a canalização até ao suco gástrico.. E como ela pedia mais ("Yaiks" em romeno quer dizer isso.. acho eu.. e se não quer, que se foda..) afinfei-lhe na anilha até lhe dar um andar novo..
A pergunta era sobre o quê? Ponto G? Qual G qual quê.. Eu mostrei-lhe foi o ponto H!
Nuno Markl - no homem que mordeu o cão de hoje, um ponto G descobriu uma mulher na tailândia.. (pq isto acontece seeempre na tailândia)
e finalmente uma mulher
Ana Zanatti - Claro que descobri! o meu e o de todas as pitas com menos de 20 anos que obriguei a chafurdar no meio das bordas que me pertencem.. Por exemplo, aqui o da Ivanova (fazer gesto com a língua ligeiramente torcida para a esquerda entre dois dedos em V) fica mais ou menos por aqui.. E o da Slobodana aqui (fazer gestos com 3 dedos humedecidos um pouco curvados para cima) fica mais coisa menos coisa por este sítio..
E agora vos questiono? Não é isto suficiente para vós ? Convencidos finalmente de que o ponto G existe ? Desafio qualquer mulher a descrever um orgasmo ponto G-niano e um mapa para o seu próprio ponto G..
Até lá (isto é como S. Tomé), o ponto G é o pai natal do sexo.. passa um gajo a nossa infância à espera para depois descobrirmos que afinal é tudo mentira..
O cérebro não funciona..
O cérebro não funciona..
O cérebro não funciona..
O cérebro não funciona..
O cérebro não funciona..
Em Agosto, tudo entra em férias.. é algo que não podemos controlar..
Porque nos obrigam a trabalhar ?
Porque nos obrigam a trabalhar ?
Porque nos obrigam a trabalhar ?
Porque nos obrigam a trabalhar ?
Porque nos obrigam a trabalhar ?
Em Agosto, vão todos para a praia.. é a ordem natural..
Cento e sete.. Cento e sete pingos de suor..
Cento e sete.. Cento e sete pingos de suor..
Cento e sete.. Cento e sete pingos de suor..
Cento e sete.. Cento e sete pingos de suor..
Cento e sete.. Cento e sete pingos de suor..
Eu só queria amar este calor e não sofrer como estou a sofrer..
Água, preciso de água.. Bebê-la e violá-la..
Água, preciso de água.. Bebê-la e violá-la..
Água, preciso de água.. Bebê-la e violá-la..
Água, preciso de água.. Bebê-la e violá-la..
Água, preciso de água.. Bebê-la e violá-la..
E ainda por cima é fim de semana de Gualtarianas em Guimarães...
(...o mundo está cheio de injustiças, já repararam?..)
Dante falou de círculos de inferno para os diversos tipos de pecados. E falou ele muito bem.. Mas está incompleto! Ele esqueceu-se do mais mortal pecado de todos, aqueles que nos leva às catacumbas do Inferno, ao quarto escuro que nem as personagens mais tenebrosas do imaginário real/fictício-religioso se aventuram a explorar.. A caixinha mais escondida na caixa de Pandora de gente que se deixa apelidar por Satanás, Belzebu, Mafarrico, Mefistófeles ou, de um modo muito south-parkiano, simplesmente Amante de Saddam. Nem eles sabem onde esse local fica, esse inferno dos infernos. E Dante, na sua dissertação sobre o Homem e o Pecado olvidou o que se passava atrás daquela porta escondida atrás das cortinas no 9º círculo do Inferno (deixemos o Céu e o Purgatório para o Inverno)..
E perguntam-se vocês qual é o maior dos pecados.. Aquele a que atribuem o mais fundo dos horrores.. Ora esse pecado é nem mais nem menos..
SER PORTUGUÊS (EM AGOSTO)
Não pensem que não sou patriótico (por acaso não sou grande coisa).. mas não deixo de cantar o hino de mão ao peito (o Paulinho Portas é que deve ficar contente) nos jogos da Selecção Nacional AA! E isso deve querer dizer alguma coisa não ?!?
Mas ser português é realmente inglório (e em Agosto ainda mais) porque o mundo tem dinâmicas sádicas de nos condenar por tudo que fizemos enquanto Nação..
Pensem na evolução climatérica nos últimos dias..
2ª feira - as temperaturas atingem um máximo de 33 graus.. isto era um aviso pelo D. Afonso Henriques ter ido à tromba da mãe.. Queria ser independente, saísse de casa e arranjasse um emprego, agora espancar a própria mãe.. há limites!
3ª feira - 35 graus celsius.. os reis que se lhe sucedem decidem o Minho não é suficiente então toca a brincar ao Zorro com os homens dos turbantes.. e por serem tão burros que pensavam que seria vitória fácil, enfardaram nos dentes..
4ª feira - 38 graus em quase todo o país.. fomos às Américas foder as mulheres dos outros (tínhamos feito melhor trabalho aqui na vizinha Espanha) e evangelizar pela peida.. tínhamos uma lábia do caraças.. mas isso não se faz..
5ª feira - o mercúrio bate nos 42.. uma relação incestuosa homossexual põe D.Miguel e D.Pedro à batatada.. D.Pedro não tinha nada que lhe ter trocado a hora da manicura.. Resultado: guerra civil e mais uma série de coisas que um vou passar à frente (Eça, 1ª república e Salazar.. pa despachar)..
6ª feira - só queremos o fim de semana.. o dia 45ºC.. dia 1 de Agosto.. chegam 90% da enorme comunidade emigrante portuguesa.. o espaço fica atolado de gente.. fala-se francês em todo o lado.. começam as procissões aos santos populares.. o ar torna-se irrespirável debaixo do sol..
O pecado de ser português (e, de um modo mais exacerbado, durante Agosto) arrastou-nos para este 10º círculo, as páginas arrancadas à Divina Comédia de Dante por uma questão de rentabilização na edição do livro..
O 10º círculo é o Portugal no dia 1/8/2003.. Conseguem imaginar um sítio mais desconfortável para se estar hoje ?!?